quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Tijolo é produzido a partir de plásticos retirados dos oceanos


A história não é de agora, mas os bons exemplos devem ser sempre relembrados. O plástico, por estar presente em diversos produtos que usamos em nosso dia a dia, pode ser considerado um dos grandes vilões quando falamos em descarte incorrecto de materiais. Ao invés de ser encaminhado à reciclagem, grande parte do material é enviado a aterros sanitários, indo parar também nos oceanos, causando danos severos ao meio ambiente.

Com o decorrer dos anos, os pedaços de plástico  fragmentam-se nos oceanos e, ao serem confundidos com alimentos, prejudicam a vida de todos os tipos de animais, desde seres microscópios até grandes peixes e aves. Para se ter ideia da gravidade do problema, segundo informações divulgadas no Fórum Económico Mundial de Davos, em 2050, é possível que os oceanos tenham mais resíduos de plásticos do que peixes.

Sabendo disto e pensando em uma forma de fazer a diferença, a start up ByFusion criou um tijolo ecológico desenvolvido a partir de todos os tipos de plásticos retirados dos oceanos. Uma máquina modular comprime os plásticos em blocos duráveis que, a princípio, foram configurados no formato de um bloco de cimento comum. Porém, segundo os fabricantes, o tijolo ecológico, que foi baptizado de Replast, pode ser personalizado em diferentes formas e densidades.

O Replast não precisa de colas ou adesivos, possui elevado isolamento térmico e acústico e, segundo a ByFusion, a sua fabricação emite 95% menos gases de efeito estufa (GHG) em comparação com um bloco de cimento. A máquina que produz os tijolos pode ser transportada em contêineres para qualquer lugar do planeta, o que facilita sua distribuição.

O tijolo ecológico vem sendo usado na construção de muros e barreiras de estradas, mas a empresa já está trabalhando para que o Replast possa ser usado na construção de casas e edifícios. 

sábado, 26 de outubro de 2019

Fábrica de papel de Viana investiu 150 milhões no ambiente em dez anos


A fábrica de papel de Viana do Castelo agregou investimentos de cerca 150 milhões de euros nas diversas áreas do ambiente – desde a produção com base em reciclados até à geração de energia eléctrica, num caminho que chegou às portas da economia circular.
A britânica DS Smith concluiu a compra da espanhola Europac em janeiro passado e os seus interesses nacionais, concentrados na que agora se chama DS Smith Paper Viana – depois de o organismo da Concorrência da União Europeia ter obrigado à venda da operação da Celulose de Ovar (e de mais duas pequenas empresas em França, que também eram da Europac) – tem vindo a inverter o ciclo pouco virtuoso da utilização de madeira na fabricação de papel.


Rios glaciares absorvem mais dióxido de carbono do que a Amazónia


Os rios glaciares no norte do globo absorvem dióxido de carbono mais depressa do que as florestas tropicais, como a Amazónia. A descoberta foi feita por um grupo de cientistas que recolheu amostras de água na ilha Ellesmere, no Canadá, nas Montanhas Rochosas da América do Norte e na Gronelândia, e recentemente publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, nos Estados Unidos da América.
Kyra St. Pierre, a bióloga da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, que liderou o projecto, admitiu ao The Guardian que a descoberta foi uma surpresa e que mudou o entendimento que se tinha dos rios enquanto fonte de emissões de dióxido carbono. “Conhecemos bem o estado dos glaciares a nível global, mas não sabemos muito sobre o degelo e o que acontece quando [a água] flui para os rios e lagos”, apontou.
Nos rios de temperaturas temperadas, existe grande abundância de material orgânico e consequentemente altos níveis de decomposição, o que faz com que a taxa de emissão de dióxido de carbono para a atmosfera seja superior à da absorção. Nos rios glaciares, por outro lado, onde as condições propícias à existência de vida são menores, os níveis de decomposição orgânica são menores, assim como os da emissão. O problema é que o gelo, quando derrete e entra na corrente de um rio, desencadeia um processo conhecido por meteorização química.
“À medida que os rios absorvem as partículas, estas começam a misturar-se com a água, onde também existem gases, incluindo dióxido de carbono. Esta mistura desencadeia estas reacções e junta todas estas partículas diferentes. E daí resulta um líquido que absorve o dióxido de carbono.” A equipa de S. Pierre descobriu que esta absorção está a acontecer numa área que se estende ao longo de 40 quilómetros desde as margens dos rios. Isto significa que, nos períodos de degelo mais acelerado, a água dos rios glaciares absorvem 40 vezes mais dióxido carbono do que a Amazónia.
Na opinião de Kyra St. Pierre, a descoberta oferece uma mensagem optimista, ao mostrar que existem formas desconhecidas através das quais o planeta regula as emissões de dióxido carbono. “Mostra o quão pouco sabemos sobre estes sistemas”, afirmou a bióloga.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Vem aí um novo ecoponto (e vai ser castanho)


A partir de 2024 vai haver um novo caixote do lixo na rua. O novo ecoponto será castanho e servirá para reciclar o lixo doméstico

Já há quem o faça em casa: num caixote juntam todos os restos de comida e criam um composto orgânico para ser usado em jardins ou hortas. A estes caixotes chamam-se compostores e já existem em algumas zonas do país, para uso de restaurantes e indústrias.
É um depósito deste género que vai passar a estar disponível para todo os cidadãos: a ideia é que, depois de recolhido, este lixo de origem orgânica possa ser transformado em composto para ser vendido – tal como a energia elétrica gerada a partir desse processo de transformação.
Será a partir de janeiro de 2024 que se torna obrigatório, para todos os Estados-membros da União Europeia, ter um quarto contentor para a recolha seletiva do lixo. Será castanho e passará a estar nas ilhas urbanas de ecopontos ou entregue aos munícipes para a recolha porta a porta. O que deves lá pôr? Todos os resíduos biodegradáveis, sejam restos de alimentos ou de plantas de jardim.
De fora ficam, claro, os resíduos já encaminhados para ouras fileiras de reciclagem, e para o indiferenciado passam a ir apenas os resíduos sanitários e os dejetos dos animais de companhia.

Eles criaram paletes de coco que podem economizar 200 milhões de árvores por ano


Coqueiros são essenciais para a vida na Índia peninsular. Eles usam-nos para fazer itens para a casa e até mesmo para as suas criações culinárias. Mas, apesar de ser imprescindível para a comunidade, também gera uma grande quantidade de resíduos que acabam nas ruas, cobrindo inclusive a drenagem e contribuindo com a poluição do ar quando a queimam. É um problema sério.
Mesmo o governo local não cuidou do problema, mas um projecto poderia ajudar, usando os restos de coco para uma causa positiva.
CocoPallet faz paletes de transporte 100% biológicas da casca de coco, que substitui as de madeira. O lado positivo desta iniciativa é que impede a derrubada de árvores e o transporte de milhões de árvores.
1.700 milhões de paletes de madeira são produzidas anualmente para os exportadores asiáticos, causando o uso desnecessário de aproximadamente 200 milhões de árvores por ano, de acordo com o projecto no seu site. Definitivamente, essas árvores podem ser salvas.
Este projecto não requer tratamentos prejudiciais e caros. Os paletes contêm apenas fibras naturais e lignina, sem resinas sintéticas. Além disso, sua produção gera renda adicional para os agricultores locais.
Michiel Vos, fundador do projecto, improvisou com a tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Wageningen. Ele desenvolveu a ideia e completou o negócio.
A Ásia produz mais de um bilhão de paletes por ano. Eles exigem madeiras moles que importam do Canadá, Nova Zelândia ou Europa Oriental em larga escala. Isso é sinonimo de exportar florestas inteiras para a Ásia, o que gera um enorme custo de transporte, sem contar no impacto ao meio ambiente.

Ruas de Aljezur vão ter energia mais amiga do ambiente


Ao abrigo do contrato com a EDP, a autarquia de Aljezur informou que está a substituir as luminárias de várias ruas e zonas de Aljezur, nomeadamente as do Bairro 25 de Abril, da Rua Dom Manuel I, da Rua das Ceifeiras e da Rua 29 de Agosto, por luminárias de tecnologia LED.
 
Para a edilidade, está-se a proceder «à substituição da tecnologia mais antiga, dispendiosa e menos amiga do ambiente, por uma tecnologia mais económica e mais amiga do ambiente».
 
O objectivo é a substituição, em várias zonas do Concelho, por energia mais limpa, e que reduz, não somente a pegada ecológica como os custos de consumo.

Escuteiros plantam 500 árvores na Serra da Estrela


Quinhentas árvores vão ser plantadas, no sábado, 26 de Outubro, no Parque Natural da Serra da Estrela, por escuteiros adultos, no âmbito de um projecto ambiental da associação Fraternidade de Nuno Álvares (FNA). A acção vai ser desenvolvida numa área da freguesia de Fernão Joanes, no concelho da Guarda, destruída por um incêndio florestal em 2017.

A actividade nacional de voluntariado ambiental deverá contar com a participação de cerca de 70 pessoas, entre escuteiros adultos (com idades a partir dos 26 anos), elementos do Corpo Nacional de Escutas, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e da equipa de Sapadores Florestais de Fernão Joanes.

Segundo João Paulo Pinto, presidente do Núcleo da Guarda da FNA, os escuteiros adultos que participam no evento “são oriundos de todo o país” e também dos núcleos da Guarda, Covilhã, Teixoso, Tortosendo e Fundão.

Durante a acção, com início pelas 9h, a organização espera plantar cerca de 500 árvores da espécie carvalho negral, fornecidas pelo ICNF, numa zona de baldio da freguesia de Fernão Joanes, Guarda, na área do Parque Natural da Serra da Estrela.

A FNA, fundada em 1955, é uma associação de escuteiros adultos, constituída por antigos filiados do Corpo Nacional de Escutas, e tem por fins, entre outros, o serviço voluntário ao próximo, bem como a protecção da Natureza e do meio ambiente. “Neste âmbito, ao longo de cada ano várias são as actividades desenvolvidas a nível nacional e regional. Uma das actividades nacionais é concretizada, anualmente, no Parque Natural da Serra da Estrela”, explica João Paulo Pinto.

“Esta actividade, realizada de forma ininterrupta desde 2010, apela ao voluntariado ambiental de matriz da reflorestação e conservação da natureza e pretende deixar uma intervenção local com a ajuda de todos”, diz. “Posteriormente, é feito um acompanhamento das plantas e das espécies que estamos a plantar. Normalmente, visitamos regularmente os locais.”

O programa da actividade nacional de ambiente da FNA a realizar no concelho da Guarda inclui iniciativas no sábado e no domingo. No sábado, para além da acção de reflorestação, os participantes vão realizar um percurso pedestre pela rota da transumância, na área da Freguesia de Fernão Joanes, e visitar o Museu da Tecelagem, na vizinha aldeia de Meios.

COP16: cimeira termina sem acordo sobre formas de financiamento

A conferência das Nações Unidas sobre biodiversidade (COP16) terminou, este sábado, em Cali, na Colômbia, sem que os países participantes ch...