sábado, 2 de novembro de 2024

APA divulga Relatório do Estado do Ambiente 2024


A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) apresentou o Relatório do Estado do Ambiente 2024 (REA 2024), um documento abrangente que analisa o estado ambiental de Portugal e a evolução das políticas e medidas nacionais em matéria de ambiente e desenvolvimento sustentável. O relatório destaca os progressos alcançados no desempenho ambiental do país, com especial enfoque no último ano.

O REA 2024 monitoriza anualmente um conjunto de indicadores ambientais, organizados em oito domínios: Ambiente e Economia, Energia e Clima, Transportes, Ar e Ruído, Água, Solo e Biodiversidade, Resíduos e Riscos Ambientais. A edição deste ano introduz novos indicadores e reforça a análise da contribuição dos indicadores para os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas.

Entre os principais destaques do relatório estão:

→ Redução das Emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE): Em 2022, as emissões de GEE foram estimadas em 56,4 Mt CO2eq, representando uma redução de 26,3% em relação a 1990.

→ Aquecimento Global: 2023 foi o segundo ano mais quente desde 1931, com uma temperatura média do ar superior em 1,04°C ao valor normal de 1981-2010.

→ Energia Renovável: Em 2022, 61,0% da eletricidade produzida em Portugal teve origem em fontes renováveis, colocando o país entre os líderes da União Europeia neste indicador.

→ Mobilidade Elétrica: O número de veículos elétricos registados aumentou 54% em 2022, totalizando 80.271 unidades.

→ Gestão de Resíduos: A produção de resíduos urbanos estabilizou em 5,05 milhões de toneladas em 2022, com uma taxa de reciclagem de 33%, ainda abaixo da meta de 55% para 2025.

O relatório também aborda desafios como a erosão costeira, a desertificação e a gestão de recursos hídricos, destacando a necessidade de medidas contínuas para mitigar os impactos ambientais e promover a sustentabilidade.

Ambientalistas recorrem em tribunal contra barragem do Pisão


Perante os “graves impactos negativos” da construção da barragem do Pisão, no Crato, sete organizações não-governamentais de ambiente (ONGA) interpuseram um recurso no Tribunal Central Administrativo Sul para tentar parar a obra cuja conclusão está apontada para final de 2026, segundo avança o JN.

Estas ONGA, que constituem a Coligação C7, defendem que “a construção da barragem do Pisão põe em causa os interesses da União Europeia, absorvendo fundos europeus num projeto que não respeita as suas estratégias e legislação”. Além disso, e por estarem em causa “danos ambientais significativos e irreversíveis”, sublinham, a empreitada “urge ser travada”. O próprio Estudo de Impacto Ambiental, referem, alerta para “graves impactos negativos”.

O recurso em tribunal surge depois de, em novembro de 2022, o Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, apoiado pela LPN, Quercus e Zero, ter interposto “uma ação administrativa para a anulabilidade ou anulação do Título Único Ambiental” da barragem. As organizações acrescentam que o “Ministério Público acompanhou esta posição” e colocou “uma ação semelhante em 2023, reforçando os argumentos contra este projeto”.

Contudo, a obra não parou e, apesar de a ação administrativa ainda estar pendente, as ONGA colocaram em tribunal, em julho, uma providência cautelar. Mas a sentença foi contrária às pretensões destas sete organizações.

Precisamente por discordar dessa decisão, a Coligação C7 avançou com um recurso para o Tribunal Central Administrativo Sul, no passado dia 25, visando “acautelar o efeito útil” da ação administrativa principal, para “tentar que não se cometa mais este atentado contra o ambiente”, escrevem em comunicado.


quarta-feira, 26 de julho de 2023

Ara tem um novo modelo vegan a pensar no meio ambiente


A ARA está quase a chegar àquela fase dos “entas”, uma vez que celebrou 48 anos de história em Portugal em dezembro do ano passado. Significa, portanto, que este ano irá celebrar 49 anos de muito sucesso por cá.

Mas tudo a seu tempo, até porque, e antes dos dias mais frios do inverno, há que aproveitar os dias quentes do verão com calçado a condizer. E para este ano, inserido na coleção primavera/verão 2023, há um modelo a destacar, ou não fosse totalmente vegan.

É que, além de ser um modelo cool, casual e trendy, é algo que demonstra a aposta da Ara na sustentabilidade, reforçando o compromisso da marca alemã com o meio ambiente e o futuro.

Este modelo vegan é constituídos por uma palmilha HighSoft e um forro de bamboo para maximizar o conforto. Está disponível em duas versões, sendo que ambos são brancos, mas com a diferença a ir para o logo da marca – em preto numa das versões (modelo 12-27402-75), em creme na outra (modelo 12-27402-65).

A marca alemã decidiu também renovar o seu cartão de visita e conta agora com um logótipo mais fresco e moderno. Entre as diferenças, o novo logótipo tem agora mais legibilidade e individualidade.

O logótipo de 2017 foi adaptado a um estilo mais contemporâneo e virado para o futuro de forma a criar desejo através de uma relevância autêntica. No caso da ara, este logo tem a particularidade de parecer escrito à mão, transmitindo assim força e confiança. A par disso, o traço minimalista confere modernidade e legibilidade.

O primeiro “a” realça personalidade na caligrafia e individualidade. Por ser mais fechado, melhora também a legibilidade. Por sua vez, o “r” tem agora uma linha mais espessa, melhorando também a leitura. Por fim, o segundo “a” tem uma cauda que reforça carácter na caligrafia e melhora a centralidade. Um maior espaço entre as letras melhora também a legibilidade.

sábado, 28 de janeiro de 2023

Governo procura mais jovens para programa de voluntariado da natureza e florestas


Segundo avança o Público, o Governo anunciou um reforço de 1,5 milhões de euros por ano para o Programa de Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas que desde 2017 já envolveu 800 entidades e 10 mil jovens.

Este programa é essencial na prevenção dos fogos florestais. Anunciamos um reforço financeiro. Já não é só do Instituto Português do Desporto e Juventude, mas também do Ministério do Ambiente e do Ministério da Administração Interna", afirmou a ministra-adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes.

"O programa tem um reforço de 1,5 milhões de euros por ano para permitir que mais jovens participem. Desde 2017 até hoje já foram desenvolvidos 2400 projectos, envolvidas 800 entidades e participaram 10 mil jovens voluntários", disse a governante. Este anúncio decorreu no âmbito do programa "Governo Mais Próximo", no distrito de Castelo Branco, com mais de 40 iniciativas que contaram com a presença de membros do executivo.

A ministra sublinhou que o objectivo do Governo é "aumentar a participação de jovens no projecto". "Os jovens podem, desta forma, conhecer melhor o seu território e a floresta. É também um despertar para a cidadania. Temos jovens com enorme vontade de participar na sociedade portuguesa" frisou.

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Café Buondi servido no Rock in Rio gerou 150kg de borras para fertilizar o Parque da Bela Vista


A Buondi foi a marca oficial de café do Rock in Rio Lisboa 2022, juntando-se ao evento com a promessa de utilizar as borras de café na fertilização do Jardim do Parque da Bela Vista, onde é instalada a Cidade do Rock. A marca revela agora que foram gerados 150 quilos de borras, provenientes dos cafés servidos durante os quatro dias do evento.

O principal foco da marca, munida de copos reutilizáveis e recicláveis, prendia-se com a partilha de ideias sustentáveis e de um consumo consciente. Esta activação da Bunodi insere-se, revela a insígnia em comunicado, numa das suas principais iniciativas verdes – o programa Café Circular –, que incentiva os espaços parceiros a disponibilizar as borras de café de forma gratuita, para que os consumidores possam levar para casa e dar-lhes uma segunda vida através das suas plantas.

«O Rock in Rio tem como meta para 2030 ser um evento zero resíduos em aterro, o que significa que todos os resíduos serão valorizados ou reciclados. Para tal, desafiámos os nossos parceiros a virem connosco nesta meta. A Buondi trouxe um grande contributo, quer com o uso de copos recicláveis e reutilizáveis quer com a reutilização das borras de café. Só juntos conseguiremos o mundo melhor que todos queremos», diz Dora Palma, Sustainability manager do Rock in Rio Lisboa.

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Viseu: “Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas” até Novembro.


A partir de hoje e até novembro irá decorrer a fase para apresentação de candidaturas ao programa “Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas”. Os projectos são operacionalizados entre 28 de junho a 30 de novembro.

O programa é dirigido a entidades de diversas tipologias: Entidades constantes do Registo Nacional das Organizações Não-Governamentais de Ambiente e Equiparadas; Entidades constantes do Registo das Organizações de Produtores Florestais; Associações de jovens inscritas no Registo Nacional do Associativismo Jovem; Câmaras Municipais; Juntas de Freguesia; Estabelecimentos públicos de ensino; Estabelecimentos privados de ensino que cumpram o previsto na legislação enquadradora do voluntariado.

Após a aprovação dos projectos, os/as jovens, com idade compreendida entre os 14 os 30 anos e condições de idoneidade para o exercício do voluntariado, podem inscrever-se e optar por projectos em diversas áreas de actividade.

Como a Natureza pode mudar o seu cérebro


São já muitas as razões que tornam urgente a preservação da natureza. Ela é a nossa fonte de oxigénio, promove o equilíbrio climático e é um importante recurso alimentar, entre muitas outras coisas. Agora o psicólogo David Strayer descobriu mais uma: estar na natureza regenera o cérebro humano.

Investigador na área do comportamento cognitivo de mentes em multi-tarefa, Strayer conhece melhor que ninguém o impacto das exigências da vida moderna na saúde do nosso cérebro. A acumulação cada vez maior de tarefas realizadas em simultâneo não só nos torna mais susceptíveis de cometer erros graves, como leva o cérebro à exaustão.

Nos seus estudos Strayer tem vindo a observar os efeitos surpreendentes da natureza na regeneração das nossas células cinzentas. Em declarações à National Geographic explicou que “o cérebro não é uma máquina com um poder infinito. Ele entra em exaustão, mais facilmente do que nos pode parecer.”

A sua investigação mostrou que bastou a 22 voluntários passarem três dias no meio da natureza para que a capacidade criativa e de resolução de problemas aumentasse em cerca de 50%. “O efeito dos três dias é uma espécie de limpeza profunda da mente”, explica o psicólogo.

A vantagem é que não é necessário ir para o meio da selva amazónica. Basta ficar perto da árvore plantada ao fundo da sua rua para beneficiar deste efeito. Eis mais um bom motivo para equipar as cidades com cada vez mais espaços verdes.

COP16: cimeira termina sem acordo sobre formas de financiamento

A conferência das Nações Unidas sobre biodiversidade (COP16) terminou, este sábado, em Cali, na Colômbia, sem que os países participantes ch...