segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Só 6,2% dos crimes de poluição e danos contra a natureza são julgados.


 

Só 6,2% dos crimes de poluição e danos contra a natureza chegaram a julgamento ao longo da última década — e terminaram todos em multas, apesar de o Código Penal prever penas duras para este tipo de crimes, que podem ir até aos 12 anos de prisão —, de acordo com números publicados esta segunda-feira pelo Jornal de Notícias.

Entre 2010 e 2019, foram denunciados em Portugal 82.166 crimes ambientais: a esmagadora maioria (80.595) diz respeito a incêndios florestais, seguindo-se 1.013 denúncias de danos contra a natureza e 558 denúncias por poluição. De todo este universo, apenas 1.503 processos (1,8%) foram julgados em tribunal.

O Jornal de Notícias apresenta também as contas sem o peso desproporcional dos incêndios florestais, focando-se exclusivamente nos crimes de danos contra a natureza e de poluição. Desse universo (1.571 denúncias no total), só 98 foram julgados, ou seja, 6,2% do total. Chegaram à fase de julgamento 16 crimes de poluição e 82 por danos contra a natureza. Nesse pequeno universo, estiveram envolvidos 167 arguidos, dos quais 108 foram condenados — 94 por danos contra a natureza e 14 por poluição.

Como recorda o mesmo jornal, os crimes de poluição podem ser punidos com uma pena de prisão até aos oito anos, nos casos em que a vida humana seja colocada em perigo, e os danos contra a natureza podem ser punidos com uma pena até aos cinco anos de prisão. Todavia, uma pena de prisão efectiva nunca foi aplicada em Portugal a esses crimes.

Stefano Boeri Architetti projecta a 1ª cidade-floresta inteligente do México


 

Comissionada pelo Grupo Karim's, e projectada por Stefano Boeri Architetti, a primeira cidade-floresta inteligente do México terá como foco a inovação e a qualidade ambiental. A cidade procura um equilíbrio entre áreas verdes e construídas e é completamente auto-suficiente em alimento e energia. 

Smart Forest City - Cancun é a primeira cidade-floresta do novo milénio, com capacidade para 130.000 habitantes. A cidade será construída num terreno de 557 ha, com 400 hectares reservados para espaços verdes. As mais de 400 espécies vegetais usadas no projecto foram escolhidas pela botânica e arquitecta paisagista Laura Gatti, e vão compor um arranjo de mais de 7,5 milhões de plantas espalhadas por toda a cidade. Com uma proporção de 2,3 árvores por habitante, a cidade-floresta “absorverá 116 mil toneladas de dióxido de carbono por ano”. Parques públicos, jardins privados, coberturas vegetais e fachadas verdes ajudarão a estabelecer um equilíbrio com a área construída.

Visando a economia circular, a cidade é cercada por painéis solares e campos agrícolas, tornando-a completamente auto-suficiente em alimento e energia. A água é recolhida na entrada da cidade, próxima à torre de dessalinização, e é distribuída “por um sistema de canais navegáveis que conectam a zona urbana aos campos agrícolas”. Dentro da cidade, as pessoas circulam com veículos eléctricos e semi-automatizados, deixando os seus carros nos limites da cidade. 

Por fim, a cidade conta com “um centro de pesquisa avançada que pode receber universidades, organizações internacionais e empresas que lidam com questões de sustentabilidade”. Esse centro receberá investigadores e estudantes de todo o mundo.

Associação do Planalto Beirão distribui mini-ecopontos domésticos em Viseu


 

A Planalto Beirão, Associação da qual o Município de Viseu faz parte, arrancou no passado dia 18, no terreno com uma distribuição porta-a-porta de ecobags (mini-ecopontos domésticos) no concelho.

Segundo a informação divulgada pelo município, a Freguesia de Côta é o ponto de partida para esta campanha de apelo e sensibilização para a reciclagem que, globalmente, irá envolver a entrega de cerca de 24 mil ecobags.

Esta acção insere-se num plano mais alargado de acções dinamizadas pela Planalto Beirão, mas que complementam também a acção do Município no âmbito do projecto municipal VISEU RECICLA.

A autarquia refere que com a duplicação do número de ilhas ecológicas no concelho, foram também reforçadas as condições para que os viseenses possam adoptar boas práticas de separação de resíduos.

“Os números comprovam que, cada um de nós, está, a cada dia, mais empenhado em contribuir para a qualidade e sustentabilidade do ambiente. Em 2020, o Município de Viseu conseguiu atingir resultados muito positivos no que à reciclagem diz respeito: a meta nacional definida para cada cidadão era de 29kg, sendo que, cada viseeense, reciclou em média cerca de 45kg.” Terminou a autarquia.

sábado, 30 de janeiro de 2021

Comando ecológico desenvolvido para as TVs mais recentes da Samsung

 


Com a emergência climática, muitas têm sido as acções desenvolvidas pelas várias empresas que conhecemos tão bem. Por exemplo, foi com o mote da sustentabilidade que a Apple decidiu não incluir carregador na caixa do seu mais recente smartphone.

Agora e numa abordagem diferente, a Samsung desenhou um comando ecológico de carregamento solar.

Com a introdução das suas novas televisões QLED de 4K e 8K, a Samsung vai lançar o seu novo comando ecológico, o Eco Remote Control. Então, a empresa afirma que, assim, será capaz de reduzir toneladas de resíduos de plástico por ano, espelhando os seus esforços para diminuir o impacto ambiental.

Conforme divulgou a Samsung, a bateria do comando será capaz de aguentar vários anos até necessitar de um novo carregamento completo. Aliás, a bateria recarregável interna foi desenhada para durar cerca de sete anos, o ciclo médio de vida de uma televisão. Mais, se eventualmente for necessário carregar o comando mais rápido, tem à disposição uma porta USB-C, na parte inferior, para acelerar o processo.

Além da inexistência de pilhas e do carregamento solar que lhe pouparão a carteira, a Samsung pensou também na redução do desperdício do plástico.

Na parte da frente, o comando assemelha-se a qualquer um outro fabricado pela Samsung. Porém, o segredo está na parte de trás: contém um painel de células solares que servem para carregar a bateria interna. Além disso, é constituído por 31 gramas de plástico, advindo 28% desse de polietileno tereftalato reciclado.

Para além do comando, a Samsung continua a esforçar-se para garantir a possível sustentabilidade.

"Ao eliminar a tinta à base de óleo e expandir as embalagens ecológicas para todos os modelos de Lifestyle e QLED TV, a Samsung oferece uma solução sustentável que pode fazer a reciclagem de até 200.000 toneladas de caixas por ano e transformá-las em peças de decoração doméstica."

Ou seja, após desembalar a sua televisão, o consumidor pode digitalizar um código QR, presente na caixa, para obter instruções sobre como a transformar em algo útil.


Quase metade das medidas ecológicas das empresas são falsas


Bruxelas chama-lhe “ecobranqueamento”, prática através da qual as empresas dizem estar a fazer mais pelo ambiente do que realmente fazem. É a primeira vez que se faz uma investigação destas, no âmbito destes exercícios anuais de análise aos sites das empresas.

A Comissão Europeia defende este tipo de política enganosa que está a aumentar “com a maior procura pelos consumidores de produtos respeitadores do ambiente”.

Depois de uma ampla triagem, foram examinadas em detalhe 344 alegações. Destas, mais de metade não tinham informação suficiente.

Em 37% dos casos, as afirmações eram vagas e genéricas, como “consciente”, “amigo do ambiente” e “sustentável”, com o objetivo de "transmitir aos consumidores a impressão não comprovada de que um produto não tinha impacto negativo no ambiente".

Em 59% dos casos, o comerciante não forneceu provas facilmente acessíveis para apoiar as alegações.

As empresas visadas vão agora ser contactadas pelas autoridades nacionais, para que sejam corrigidos os problemas detetados. Os dados vão ser incluídos na preparação da nova proposta legislativa para capacitar os consumidores para a transição verde, anunciada na Nova Agenda do Consumidor.

Didier Reynders, comissário para a Justiça, diz que “cada vez mais pessoas querem viver uma vida verde e eu aplaudo as empresas que se esforçam para produzir produtos ou serviços ecológicos”.

“No entanto, também existem comerciantes sem escrúpulos, que enganam os consumidores com afirmações vagas, falsas ou exageradas. A Comissão está totalmente empenhada em capacitar os consumidores nesta transição ambiental e no combate ao 'ecobranqueamento'. Esta é precisamente uma das principais prioridades da Agenda do Novo Consumidor, adotada no outono”, sublinha.

Várias iniciativas em curso

Este rastreio de sites na internet, tendo como alvo o “ecobranqueamento”, é uma das iniciativas que a Comissão Europeia está a desenvolver para apoiar os consumidores no caminho da sustentabilidade.

Ao contrário do que é habitual, o exercício deste ano não foi coordenado apenas com as autoridades de fiscalização do consumidor europeias, mas também do resto do mundo, através da Rede Internacional de Proteção e Fiscalização do Consumidor.

Outra iniciativa de Bruxelas é o Compromisso de Consumo Verde, lançado no dia 25, e a proposta legislativa para capacitar os consumidores para a transição verde com melhores informações sobre a sustentabilidade dos produtos e melhor proteção contra certas práticas, como “lavagem verde” e obsolescência precoce. Será ainda apresentada uma proposta legislativa sobre a comprovação de alegações verdes com base nos métodos da pegada ambiental.

No horizonte está também uma rotulagem nutricional obrigatória e harmonizada na frente da embalagem, para ajudar os consumidores a fazerem escolhas informadas, saudáveis e sustentáveis.

Nos eletrodomésticos, o rótulo energético da UE já tem indicações claras e simples sobre a eficiência energética dos produtos, o que permite poupar na conta da luz e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.


 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Cuidado: a pele vegan pode não ser tão amiga do ambiente quanto pensa


 

Quanto vale uma tendência? Anote: 74 mil milhões de euros. O valor é tão impressionante quanto o crescimento exponencial da indústria. Falamos da produção de pele vegana que, segundo um relatório da Infinium Global Research publicado em março de 2020, estima um crescimento anual de 50 por cento ao ano.

O material que tem acalmado as preocupações ambientais dos consumidores é um dos símbolos maiores do mercado vegan, em crescimento em quase todos os países. Número de 2019 indicavam um crescimento de 12 por cento em França, 11 por cento nos Estados Unidos e uns impressionantes 320 por cento na Dinamarca. 

A moda e a indústria do calçado são os que, a par da beleza, têm investido mais neste tipo de produtos. A Dr. Martens anunciou um aumento dos lucros em 70 por cento graças à sua colecção de botas vegan — uma inovação em que marcas como Adidas ou Topshop também investiram.

Portanto, parece um ponto bem assente: a roupa e o calçado vegan estão em grande e, com ele, também aquilo a que chamam pele vegan, que é bem diferente da pele falsa ou sintética.

Sabemos também que a pele verdadeira é um enorme problema ambiental. Apesar de se limitar a aproveitar um subproduto da matança de animais na indústria alimentar, o tratamento subsequente a que tem que ser sujeita para poder ser usada no vestuário é altamente poluente.

Embora métodos mais amigos do ambiente estejam a ser postos em prática, nos países em desenvolvimento os químicos usados nos curtumes continuam a ir parar ao oceano sem quaisquer filtros ou tratamentos.

Mas afinal, o que é pele vegana? A definição abarca várias composições. Trata-se, no fundo, de um material que imita a textura da pele, embora feito não de pele de animal mas de produtos sintéticos ou com base em plantas.

A verdade é que a maioria da pele vegan que está hoje no mercado é feita de plástico, seja ele poliuretano ou cloreto de polivinilo, escolhidos pela sua textura rugosa que permite criar cópias quase impossíveis de distinguir. Depois há as exceções, a pele vegan feita de materiais naturais como rolhas, cascas de maçã ou plásticos reciclados.

A aposta nos compostos de plástico garantem que não se recorre à pele animal, mas será que isso torna a escolha mais sustentável e ecológica?

Desde logo, há um ponto essencial: a durabilidade de uma peça feita nestes materiais é significativamente menor, o que levará a que estes materiais não biodegradáveis vão parar ao lixo mais rapidamente.

“Claro que existem preocupações ambientais [no uso de pele vegan de poliuretano]”, revela à “Harper’s Bazaar” Sandra Sandor, directora criativa da Nanushka. “Ainda assim, há motivos válidos para afirmar que o impacto ambiental da sua produção é menor do que o da pele verdadeira”. Um relatório de 2018 parece confirmá-lo. 

“Se compram pele falsa, têm que tem em conta que estão a comprar plástico”, revela ao “The Independent” Amy Powney, directora criativa da marca de luxo sustentável Mother of Pearl, que opta por usar pele verdadeira. Isto porque a maioria das alernativas usa materiais sintéticos. 

Powney explica que dá preferência a pele que cumpra as melhores práticas — que, por exemplo, não usem materiais naturais no tratamento, ao invés de químicos nocivos —, até porque os produtos tornam-se mais duráveis.

O consenso parece ser mais ou menos generalizado. Não existe qualquer problema em apostar em peças com o selo “pele vegan”, desde que elas não sejam feitas de materiais sintéticos. Serão, na prática, vegan, mas dificilmente poderão ser apelidadas de amigas do ambiente.

Estas peças de poliuretano começam a poluir assim que nos chegam às mãos, com microfibras que vão sendo largadas a cada uso e a cada lavagem — já tinha revelado os números impressionantes de microfibras que poluem as águas e que são libertados a cada ano pelas peças de materiais sintéticos. 

“A história da pele é uma de amor e ódio”, explica Jourdan Norcose da Boyish Jeans em declarações ao “The Independent”. “A pele vegan pode ser feita de plásticos que demoram anos a degradar-se na natureza, por isso é ainda mais nociva para o planeta do que a pele verdadeira.”

“As pessoas julgam que é melhor simplesmente porque tem uma etiqueta a dizer vegan, mas isso é porque ninguém está a perder o tempo que devia a perceber o que é que estão a comprar”, conclui.

Então, pele vegan, sim ou não? Depende. Fará sentido se se tratar de uma alternativa que não use plásticos e outros materiais sintéticos. Caso a questão da crueldade animal não o incomode, pode sempre optar por peças de pele verdadeira, tendo sempre o cuidado de garantir que o processo de tratamento e produção evita o uso de produtos tóxicos e cumpre todas as regras

Seis dicas (muito) úteis para viajar respeitando o ambiente


Se está a planear viajar nos próximos meses, dentro ou fora do país, temos algumas dicas para seguir nas suas próximas deslocações. Qualquer oportunidade para pouparmos e respeitarmos o ambiente e o Planeta, deve ser aproveitada. Por vezes, basta adaptarmos-nos às circunstâncias para fazermos a diferença.

Damos-lhe seis ideias para repensar a forma como viaja:

Avião: Se estiver a planear uma viagem de avião, opte por duas hipóteses: procurar voos o mais directos possíveis para o destino, de maneira a evitar contribuir para mais emissões de CO2 na atmosfera; planear uma viagem maior, na qual possa visitar vários locais ou países de uma só vez – dando preferência aos transportes públicos.

Lembranças: Quando tiver de comprar os souvenirs, escolha produtos locais ou de feiras de artesanato.

Deslocações: Prefira deslocar-se a pé durante a maior parte da viagem, além de conhecer melhor o novo destino, faz bem à saúde. Em último caso, apanhe sempre transportes públicos, ou alugue um veículo eléctrico.

Alimentação: Se deve haver espaço na mala é para estes pequenos objectos indispensáveis, que já devem andar consigo no dia a dia – os utensílios reutilizáveis. Leve uma garrafa de vidro/aço para encher de água ou outra bebida no início de cada passeio, o conjunto de talheres e a palhinha de aço.

Objectos do dia-a-dia: Na altura de fazer a mala, repense o que leva consigo e o que lhe pode fazer falta, de forma a evitar ter de comprar produtos descartáveis. Além disso, opte por um set de miniaturas de silicone ao invés de plástico.


Via GreenSavers

COP16: cimeira termina sem acordo sobre formas de financiamento

A conferência das Nações Unidas sobre biodiversidade (COP16) terminou, este sábado, em Cali, na Colômbia, sem que os países participantes ch...