quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Idanha-a-Nova em projeto de combate a espécies invasoras


O Município de Idanha-a-Nova revelou no início desta semana que aderiu “a um projecto inédito de prevenção e controlo de espécies exóticas invasoras aquáticas e ripícolas, financiado pelo Ministério do Ambiente, através do Fundo Ambiental”.

O protocolo foi assinado em Lisboa a 29 de outubro, pela vice-presidente Idalina Costa, numa cerimónia presidida por João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente e da Acção Climática. O contrato prevê um valor máximo de financiamento de 84 449,72€, a atribuir pelo Fundo Ambiental, como foi revelado à imprensa.

“O objectivo é desenvolver actividades de prevenção, controlo e contenção ou erradicação de espécies exóticas invasoras aquáticas no concelho de Idanha-a-Nova, especificamente na ribeira da Toulica, que integra a bacia hidrográfica do rio Aravil, afluente do Tejo, onde foi detectada em 2020 uma nova espécie exótica invasora para a região, a Ludwigia peploides, na albufeira da Barragem da Toulica, em Zebreira”, esclarece o município.

Na cerimónia que teve lugar na capital, o ministro do Ambiente afirmou que “estão em causa mais de duas dezenas de projectos, quase todos de promoção municipal” e considerou que “os autarcas foram parceiros inexcedíveis para a concretização destes trabalhos em que serão cruzadas diferentes técnicas”.

O combate a espécies exóticas invasoras aquáticas e ripícolas vai avançar, assim, em diversos municípios, com intervenções que totalizam 1,2 milhões de euros. Além de Idanha-a-Nova, os protocolos envolveram os municípios de Amarante, Cantanhede, Oliveira do Hospital, Proença-a-Nova, Santarém e Viana do Castelo, e ainda outras entidades parceiras como comunidades intermunicipais e instituições de ensino superior.

Estão também contemplados os municípios de Arganil, Lousada, Oeiras, Oliveira do Bairro, Vagos, Vila Nova de Poiares e a freguesia do Parque das Nações, em Lisboa.

Foto: CMIN



quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Vai nascer um festival de caminhadas pelo TransAlentejo


Segundo o "Público", anuncia-se como o “maior festival de passeios pedestres de Portugal” e a ambição não é de espantar: o TransAlentejo Walking Festival nasce com o principal objectivo de lançar e promover a Rede de Percursos Pedestres TransAlentejo, “o único produto turístico que está presente de forma transversal” em toda a região, atravessando os 47 municípios.

Ora, é todo um Alentejo que se apresenta ao andarilho e, ao longo do mês de Novembro, haverá caminhadas a palmilhar cada zona da região, além de quatro conferências temáticas, momentos de convívio e visitas guiadas a “espaços urbanos e culturais”. São 50 os percursos assinalados no terreno que integram a rede – os guias para cada sub-região estão disponíveis no site – e serão 50 as caminhadas organizadas ao longo dos quatro fins-de-semana de Novembro.

“O Alentejo é um território imenso em área e em diversidade natural e cultural”, relembra a organização na página do evento, sobre uma região que se estende por cerca de um terço do território continental português. “Passear a pé por toda esta região é a melhor forma de descobrir as belezas das paisagens rurais e a história intensa de cidades, vilas e aldeias.”

Cada semana terá uma temática distinta e uma localidade diferente como base, onde se organizam as conferências, apresentações, sessões de convívio e alguns dos passeios guiados.

De 3 a 7 de Novembro, o festival concentra-se em Alpalhão, dedicando-se às “artes e tradições”. Segue depois para Montemor-o-Novo, com “o montado e a literatura” - e, aqui, destaque para o programa cultural de dia 12, com um percurso guiado e comentado pela cidade inspirado na obra de José Saramago, Levantado do Chão.

De 18 a 21 de Novembro, o programa concentra-se na zona de Ferreira do Alentejo, focando-se na “arqueologia e nos cultos religiosos”; e, no último fim-de-semana do mês, termina junto ao Alqueva, junto “da água e do sol”.

Foto: Duarte Drago

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Ambiente. O que é verdade hoje pode ser mentira amanhã


O mundo está reunido para discutir as alterações climáticas e parece óbvio que será preciso fazer alguma coisa para diminuir a poluição. Como será possível, já é outra história e muita água correrá por baixo das pontes até que se chegue a um consenso. 

O que parece indiscutível é que não há verdades absolutas, mas hoje quem se atreve a dizê-lo quase é condenado à morte. Passe o exagero, falemos de um caso que acho bastante emblemático do histerismo do ambiente. Há uns 15 anos, a União Europeia determinou o fim do uso de vários utensílios de madeira na restauração, obrigando todos os empresários a substituí-los por materiais de plástico.

Quantas tascas e pequenos restaurantes não se viram à beira da falência devido às exigências cegas impostas pela polícia de costumes, a ASAE? Os responsáveis por essa medida alguma vez foram julgados? Enquanto Portugal adoptou as regras comunitárias de uma forma cega, outros países pura e simplesmente borrifaram-se para tais fundamentalismos.

Os franceses, belgas, espanhóis e alemães, entre outros, mantiveram as suas tradições, mas os portugueses armados com a ASAE foram os melhores alunos – até melhores do que os professores.

Agora, como sabemos, o plástico é o mau da fita e as grandes superfícies terão de se desfazer do que têm em armazém, pois não poderão mais vender material descartável. Penso que este é um bom exemplo de como o fundamentalismo ambiental pode ser bastante perigoso. Mas juntar uma crise provocada pela covid-19 a uma mudança radical de hábitos pode ser ainda mais perigoso do que os gurus imaginam.

Quem anda na rua sabe que os preços estão a disparar, alguns produtos não existem para venda, mas os governantes acham que será possível aumentar o custo de vida das populações sem que exista um aumento dos ordenados. Portugal adora ser o melhor aluno nestas matérias, mas no combate à corrupção ou na melhoria de vida das pessoas já não segue o mesmo exemplo.

E o que valerá o esforço de alguns países se a China, a Índia, a Rússia, dos principais poluidores, assobiarem para o ar? Voltando ao fanatismo, será que aqueles que agora nos querem a todos obrigar a andar de trotinetes, ainda vão defender no futuro a energia nuclear, aquela que é apontada como a menos poluente?

Autor: Vitor Rainho - Artigo original do Ionline

COP26. Líderes mundiais prometem travar desflorestação até 2030


Os líderes mundiais vão comprometer-se hoje na cimeira do clima das Nações Unidas a deter a desflorestação até 2030, anunciou o Governo britânico, anfitrião do encontro. Os ambientalistas consideram que lhe falta a urgência necessária.

Uma declaração conjunta será adoptada por mais de cem países onde se situam 85% das florestas mundiais, entre as quais a floresta boreal do Canadá, a floresta amazónica ou ainda a floresta tropical da bacia do Congo.

A iniciativa, que beneficiará de um financiamento público e privado de 19,2 mil milhões de dólares (16,5 mil milhões de euros), é essencial para alcançar o objectivo de limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius acima dos valores médios da era pré-industrial, referiu o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

"Esses formidáveis ecossistemas abundantes -- essas catedrais da natureza -- são os pulmões do nosso planeta", estão no centro da vida de comunidades ao absorver uma grande parte do carbono libertado na atmosfera, dirá hoje Boris Johnson no seu discurso, de acordo com excertos divulgados pelo seu gabinete.

Boris Johnson irá lembrar que as florestas estão a recuar ao "ritmo alarmante" de 27 estádios de futebol por minuto. O primeiro-ministro irá chamar a este acordo um “acordo histórico para a protecção e recuperação das florestas mundiais”.

O compromisso está a ser classificado como "sem precedentes".

O evento 'Acção sobre Florestas e Uso da Terra' onde esteve a cúpula dos Líderes Mundiais da COP26 reuniu uma aliança sem precedentes de governos, empresas, actores financeiros e líderes não-estatais para aumentar a ambição sobre as florestas e o uso da terra.

Doze países doadores comprometem-se com um novo Compromisso de Financiamento Florestal Global. O objectivo é apoiar acções em países em desenvolvimento, incluindo a restauração de terras degradadas, combate a incêndios florestais e promoção dos direitos dos povos indígenas e das comunidades locais.

Entre os signatários do compromisso, estão o Brasil e a Rússia, países acusados da aceleração da desflorestação nos seus territórios, bem como os Estados Unidos, a China, a Austrália e a França.

Numa das sessões de hoje da 26.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26), os dirigentes de mais de 30 instituições financeiras irão também comprometer-se a não investir mais em actividades ligadas à desflorestação, segundo o comunicado de Downing Street.

Actualmente, quase um quarto (23%) das emissões mundiais de gases com efeito de estufa provém de actividades como a agricultura e a indústria madeireira.

Este novo compromisso faz eco da "Declaração de Nova Iorque sobre as florestas", de 2014, quando muitos países se comprometeram a reduzir para metade a desflorestação em 2020 e a pôr-lhe fim em 2030.

Para organizações não-governamentais (ONG) como a Greenpeace, o objectivo de 2030 está demasiado distante no tempo e dá, assim, 'luz verde' a "mais uma década de desflorestação".

Os especialistas alertam que o acordo anterior, de 2014, “falhou no compromisso de desacelerar” a desflorestação.

Embora saudando estes anúncios, Tuntiak Katan, da Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia da Amazónia (Coica), indicou que a forma como as verbas alocadas a esse objetivo serão efetivamente gastas será monitorizada de perto.

Foto: Kazuend - Unsplash



sábado, 9 de outubro de 2021

Google introduz rotas amigas do ambiente no Maps

 


A Google introduziu novas funcionalidades no seu navegador Maps para ajudar os utilizadores a tomarem decisões mais ecológicas nas suas viagens. O Google Maps oferece agora um modelo de rotas otimizadas para baixar o consumo de combustível, mas procurando ajudar a chegar ao destino o mais rápido possível. A ideia é ajudar a poupar no combustível ao mesmo tempo que se reduzem as emissões de carbono na atmosfera.

Esta novidade, para já apenas disponível nos Estados Unidos e com data de lançamento na Europa em 2022, faz parte do plano de sustentabilidade da Google, que continua a apontar 2030 para que os seus data centers e campus possam operar 24/7 com energia livre de carbono.

A Google afirma que utiliza inteligência artificial e insights do Departamento Nacional de Energias Renováveis para refinar as rotas traçadas como amigas do ambiente. A gigante tecnológica diz que estas rotas têm o potencial de evitar cerca um milhão de toneladas de emissões de carbono por ano na atmosfera, o equivalente à remoção de 200 mil automóveis das estradas.

A nova opção de rotas que poupam mais combustível é mostrada como opcional à mais rápida. Os utilizadores podem comparar rapidamente a diferença entre as duas rotas e escolher se querem a mais rápida ou a mais poupada e ecológica. Nas definições pode definir por deito se quer sempre a mais rápida, ainda assim.

Ainda no que diz respeito à novidade, existem outras funcionalidades associadas. Quando procura por voos na pesquisa do Google, vai também ver as emissões de CO2 de cada um e aqueles que têm menos emissões são assinalados com medalhas verdes. A ferramenta também calcula as emissões por lugar, sendo que os de primeira classe têm uma maior pegada ecológica porque ocupam mais espaço no avião. Da mesma forma que quando procura eletrodomésticos, tais como fornos, são listadas sugestões de compra para aqueles que são mais sustentáveis e com um custo mais eficiente.

E a lista de sugestões de produtos e serviços mais sustentáveis alastra-se pela pesquisa de hotéis, assim como empresas que tenham pontuações de sustentabilidade no seu portfólio. Nas cidades que ofereçam direções de navegação para bicicletas será identificado no mapa, com indicações de elevação, atualizações de estimativa de chegada, entre outras informações. Em breve as informações sobre as localizações de serviços de oferta de bicicletas e scooters vai ser expandida a 300 cidades pelo mundo.

A Google tem ainda novos programas-piloto em Israel e Brasil, onde está a ser testado o uso de inteligência artificial para otimizar os semáforos, resultando em poupanças de tempo e de combustível entre 10 a 20%, como refere o blog da Google.

ONU declara o acesso a um meio ambiente limpo um direito humano

 


O Conselho dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu esta sexta-feira o acesso a um meio ambiente limpo e saudável como um direito humano. Apesar das críticas de alguns países, a resolução acabou por ser aprovada com 43 votos a favor e quatro abstenções (da Rússia, Índia, China e Japão).

A Grã-Bretanha, que estava entre os países críticos da proposta, acabou por votar a favor numa decisão surpresa de última hora. Os Estados Unidos, que também se mostravam contra a resolução, não participaram na votação por não pertencerem ao Conselho dos Direitos Humanos, constituído por 47 membros.

A resolução, discutida pela primeira vez em 1990, não é juridicamente vinculativa, mas tem a capacidade de moldar as normas globais. Advogados explicam que poderá ajudá-los, bem como aos ativistas, a desenvolver argumentos em casos que envolvem o meio ambiente e os Direitos Humanos.
A Grã-Bretanha e os EUA levantaram questões legais relativamente ao reconhecimento do direito a um ambiente seguro e saudável.

A embaixadora da Costa Rica, Catalina Devandas Aguilar, disse que a decisão "enviará uma mensagem poderosa às comunidades de todo o mundo que lutam contra as adversidades climáticas de que não estão sozinhas”.

“A nível nacional, este direito demonstrou dar poder às pessoas, particularmente os mais vulneráveis a danos ambientes ou alterações climáticas, para impulsionar a mudança e responsabilizar os governos”, disse Marc Limon, do Universal Rights Group (URG).

“Isso pode explicar por que alguns Governos, como os EUA, Rússia e Reino Unido, não gostam deste direito”, acrescentou, citado pela agência Reuters.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 13,7 milhões de mortes por ano, cerca de 24 por cento do total global de óbitos, estejam associadas a riscos ambientais, como poluição do ar e exposição a produtos químicos.

Durante as negociações no Conselho dos Direitos Humanos, com sede em Genebra, a Grã-Bretanha e os EUA levantaram questões legais relativamente ao reconhecimento do direito a um ambiente seguro e saudável. Washington defendia ainda que o reconhecimento de novos direitos poderia diluir os direitos civis e políticos tradicionais.

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Usa sacos de pano ou papel porque são melhores para o Ambiente? Bom, talvez não sejam…


A pegada ambiental dos sacos de plástico é menor do que a dos sacos de papel ou de algodão, conclui estudo da Deco Proteste e outras associações europeias. A mesma análise indica que os sacos de algodão biológico são (ainda) piores do que os de algodão convencional. Os resultados vêm na mesma linha de estudos anteriores.

Um estudo realizado em Portugal pela Deco Proteste e por congéneras suas em Espanha, Itália e Bélgica tentou perceber o ciclo de vida dos vários tipos de sacos disponibilizados nos supermercados, para ajudar os consumidores a tomarem as opções mais sustentáveis. As conclusões podem surpreender muita gente, que descartou os sacos de plástico devido aos seus efeitos no Ambiente.

“Analisámos o número mínimo de vezes que os sacos [de diferentes materiais] devem ser reutilizados para poderem ter um impacto ambiental igual ou inferior ao dos sacos de plástico que só são usados uma vez, e verificámos que não há bom nem mau, há melhor e pior. Temos de perceber o nosso perfil enquanto consumidor”, explica à VISÃO Elsa Agante, Team Leader de Energia e Sustentabilidade, da DECO PROTESTE.

A pior opção é o trolley de compras – a menos que se consiga utilizá-lo mais de 742 vezes. Este tipo de sacos com rodas tem maiores impactos ambientais, nomeadamente nas alterações climáticas e toxicidade, ao longo de todo o ciclo de vida. Fazendo as contas, se for diariamente ao supermercado com o trolley, precisará de dois anos e doze dias para compensar, do ponto de vista ambiental.

Se, em alternativa, optar por um saco de algodão, tem de utilizá-lo 101 vezes para que seja mais sustentável do que um simples de plástico, já que requer mais material e mais energia para ser fabricado. Pior se for um caso de algodão biológico: tem uma pegada ecológica 149 vezes maior do que um de plástico (uma vez que este tipo de agricultura não utiliza fertilizantes nem pesticidas sintéticos, tem uma menor produtividade, pelo que necessita de mais 30% de área de cultivo, aumentando o seu impacto em termos de recursos e emissões).

Um estudo do Ministério do Ambiente e Alimentação da Dinamarca tem resultados ainda mais negativos para os sacos de tecido. A investigação, de 2018, concluiu que um saco de algodão convencional tem de ser usado 7 mil vezes para compensar os recursos que se gastaram no seu fabrico. Um saco de algodão biológico, por seu lado, precisa de 20 mil utilizações para atingir o desempenho ambiental dos sacos plásticas convencionais.

Os sacos de polipropileno (os reutilizáveis, de plástico mais grosso) e os de poliéster têm de ser usados até 4 e 3 vezes, respetivamente, para que sejam mais sustentáveis. Surpreendentemente, um saco de plástico tem uma pegada ambiental menor do que um saco de papel com o mesmo número de utilizações. O papel terá de ser usado nove vezes para igualar a utilização do saco plástico. O problema dos sacos de papel é que dificilmente se consegue garantir a sua qualidade até à nona utilização.


Segundo Elsa Agante, da Deco Proteste, para considerar um saco mais ou menos amigo do Ambiente “fez-se a análise de todo o ciclo de vida de todos estes tipo de produtos: a extração das matérias-primas, a energia consumida na produção, o transporte, se tem tintas ou não e o tipo de cola ou costura.” Finalmente, foi ainda considerado o destino final de acordo com as taxas de reciclagem de cada país.


Os consumidores também devem repensar as suas opções quanto aos sacos reutilizáveis em poliéster para transportar fruta. Isto porque, se forem simples, dez utilizações bastam para que os impactos ambientais sejam inferiores face à utilização de sacos de plástico de uso único. Mas, se o saco for colorido, aumenta para 98 o número de vezes que precisa de ser reutilizado. Já os sacos de algodão para a fruta devem ser utilizados 952 vezes, o que só trarão beneficícios se forem usados durante longos anos.

“Utilizar sacos mais simples, com um único material, com o mínimo de tintas e cola possível – são pequenas coisas que fazem toda a diferença”, sugere Elsa Agante.

Um estudo publicado pela Universidade Tecnológica de Nanyang, Singapura, também verificou que sacos de plástico reutilizado ​​são uma melhor opção, desde que sejam reutilizadas muitas vezes. A análise dos diferentes tipos de saco baseou-se na produção, distribuição, transporte, tratamento e descarte no fim da vida. Sacos de algodão e papel requerem grandes quantidades de água e recursos naturais, deixando uma pegada ecológica maior, afirma o relatório.

Há, no entanto, que recordar que os sacos de plástico têm outras desvantagens ambientais: o plástico que vai parar aos oceanos é já um problema gravíssimo, e com tendência a piorar.





COP16: cimeira termina sem acordo sobre formas de financiamento

A conferência das Nações Unidas sobre biodiversidade (COP16) terminou, este sábado, em Cali, na Colômbia, sem que os países participantes ch...